Quanto custa um divórcio hoje? O Guia Realista para o Seu Bolso
Você provavelmente chegou até aqui com a cabeça cheia de dúvidas e o coração um pouco apertado. É normal. Como advogado que já atendeu centenas de pessoas nessa mesma situação, sei que a pergunta “quanto vai custar?” vai muito além do dinheiro. Ela envolve a preocupação com o futuro, com a casa onde você mora e com o bem-estar dos seus filhos.
Hoje, vamos ter uma conversa franca, sem “juridiquês” complicado. Imagine que você está aqui no meu escritório, tomando um café, e eu vou te explicar exatamente o que esperar financeiramente desse processo. Vamos desmontar esse monstro de sete cabeças e olhar para cada peça dele, para que você possa se planejar com segurança e não ter surpresas desagradáveis no meio do caminho.
O custo de um divórcio não é um número único e fixo, como o preço de um carro na tabela FIPE. Ele é construído por três pilares principais que variam muito dependendo das suas escolhas e da sua sorte na “loteria” da geografia (já que cada estado tem suas regras). Mas não se preocupe, vamos dissecar cada um deles para você entender onde pode economizar e onde é necessário investir.
O que realmente compõe a conta final do divórcio?
Quando falamos em custos de divórcio, a maioria das pessoas pensa apenas no advogado. Claro, essa é uma parte importante, mas não é a única. Para você ter um orçamento realista, precisa entender a tríade de despesas: honorários advocatícios, custas do Estado (seja cartório ou justiça) e os impostos sobre a partilha de bens.[1] Ignorar qualquer um desses três é pedir para ter dor de cabeça lá na frente.
Honorários Advocatícios: A Tabela da OAB e a Realidade
A primeira coisa que você precisa saber é que existe uma tabela da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em cada estado. Essa tabela define os valores mínimos que um advogado deve cobrar para não desvalorizar a profissão. Em 2025, por exemplo, um divórcio consensual em cartório sem bens costuma ter um piso que varia entre R
3.000,00eR3.000,00eR
6.000,00, dependendo da região. Se houver bens a partilhar, a tabela sugere um percentual sobre o valor desse patrimônio, que geralmente gira em torno de 6% a 10%.
No entanto, a tabela é apenas uma referência de piso. Na prática, advogados experientes e especialistas em Direito de Família cobram com base na complexidade do caso e na responsabilidade envolvida. Pense comigo: se você tem uma empresa para dividir, imóveis irregulares ou investimentos no exterior, você não quer alguém que cobre o mínimo e faça o básico. Você precisa de estratégia. Um erro na partilha pode custar muito mais caro no futuro do que a diferença nos honorários agora. É aquele velho ditado: o barato sai caro.
Por outro lado, em casos extremamente simples, onde não há filhos e nem bens, é possível encontrar profissionais que trabalhem próximos ao piso da tabela. O importante aqui é a transparência. Um bom advogado vai te dar um contrato claro, explicando se o valor é fechado ou se haverá cobranças extras por atos adicionais. Não tenha vergonha de perguntar sobre formas de parcelamento; a maioria dos escritórios hoje entende a realidade do cliente e flexibiliza o pagamento.
Custas Processuais ou Emolumentos de Cartório: Para onde vai esse dinheiro?
Aqui o dinheiro não vai para o seu advogado, mas para a máquina pública girar. Se o seu divórcio for judicial, você paga as “custas processuais” ao Tribunal de Justiça. Esse valor geralmente é calculado com base no “valor da causa”, que é a soma de todo o patrimônio do casal mais um ano de pensão alimentícia (se houver). Em estados como São Paulo, essa taxa é de 1% a 1,5% do valor total. Parece pouco? Se o casal tem um apartamento de R
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5.000,00 a R$ 7.500,00 para o governo.
Se o divórcio for extrajudicial (no cartório), você paga os “emolumentos”.[2][3][4][5] A boa notícia é que os cartórios têm uma tabela progressiva, mas que costuma ter um teto. Em muitos casos, fazer no cartório sai mais barato do que na justiça, especialmente para patrimônios muito altos, pois a taxa do cartório para de subir em determinado ponto, enquanto a judicial pode continuar crescendo. Além disso, você paga pela escritura pública de divórcio e, posteriormente, pelas averbações nos registros de imóveis.
Vale lembrar que cada certidão atualizada que precisamos tirar (de casamento, de nascimento dos filhos, de matrícula dos imóveis) tem um custo. Individualmente são valores baixos, algo entre R
50,00eR50,00eR
100,00, mas quando somamos a papelada toda de um casal com vida longa e muitos bens, isso pode chegar a R$ 1.000,00 facilmente. Por isso, sempre peço aos meus clientes para reservarem um fundo de “pequenas despesas” para não serem pegos desprevenidos com esses gastos operacionais.
Impostos “Escondidos”: O ITCMD e o ITBI na partilha de bens
Este é o ponto onde a maioria das pessoas leva um susto. Na hora de dividir os bens, se a divisão não for exatamente meio a meio (50% para cada um) em termos de valores, o governo entende que houve uma “doação” ou uma “venda” de uma parte para a outra. Se um cônjuge fica com 60% do patrimônio e o outro com 40%, sobre esses 10% excedentes incide imposto.
Se a transmissão for gratuita (você abriu mão da sua parte sem receber nada em troca), paga-se o ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação), que varia de 4% a 8% dependendo do estado. Se a transmissão for onerosa (você “comprou” a parte do outro ou compensou com dinheiro), paga-se o ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis), que é um imposto municipal e varia de cidade para cidade, geralmente entre 2% e 3%.
O planejamento tributário no divórcio é essencial.[1][6] Às vezes, ajustar a partilha para ficar exatamente igualitária economiza dezenas de milhares de reais em impostos. Já vi clientes que preferiram vender um carro para compensar o valor de um imóvel e igualar a partilha, só para fugir da mordida do leão do imposto estadual. É aqui que um advogado com visão estratégica faz o honorário dele se pagar sozinho, economizando impostos desnecessários para você.
Divórcio Extrajudicial: A opção mais rápida e barata (quando possível)[2][6][7]
Se existe um consenso entre o casal, ou seja, se vocês concordam com o fim do casamento e com a forma como tudo será dividido, o divórcio extrajudicial é o caminho dos sonhos. Ele é feito diretamente no Tabelionato de Notas, sem juiz, sem audiências e sem o drama de esperar meses por um carimbo. É, sem dúvida, a forma mais moderna e eficiente de resolver a questão.
A grande vantagem aqui é a previsibilidade. Você sabe exatamente quanto vai gastar com a escritura logo no início. Não há o risco de um recurso aumentar os custos ou de uma perícia ser solicitada no meio do caminho. Além disso, o ambiente do cartório é muito menos pesado que o de um fórum. Vocês assinam, o tabelião lê a escritura, e pronto: divorciados. Em muitos casos, conseguimos resolver tudo em uma ou duas semanas, dependendo apenas da velocidade para reunir a documentação.
A nova regra de 2024/2025: Divórcio em cartório mesmo com filhos menores[1][2][6][8]
Até pouco tempo atrás, ter filhos menores de idade era um impedimento absoluto para fazer o divórcio no cartório. Você era obrigado a ir para a justiça, mesmo que estivesse tudo combinado entre o casal. Felizmente, isso mudou. Com a nova Resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), agora é possível fazer o divórcio extrajudicial mesmo com filhos menores, desde que as questões de guarda, visita e alimentos já tenham sido resolvidas previamente na justiça ou que haja consenso total e o Ministério Público seja ouvido.
Essa é uma virada de jogo fantástica para o seu bolso e para a sua paz de espírito. O processo judicial de família costuma ser lento e caro.[6] Poder resolver a parte do divórcio e da partilha de bens no cartório agiliza a vida financeira do casal. Imagine não ter que esperar um ano para vender aquele imóvel que ficou para você, só porque o processo de guarda ainda estava correndo?
Na prática, isso exige que seu advogado seja diligente. Ele precisará encaminhar a minuta do acordo para o Ministério Público antes de ir ao cartório. O promotor vai verificar se os direitos das crianças estão protegidos. Estando tudo certo, o cartório está liberado. Isso pode adicionar uma pequena etapa burocrática, mas ainda é infinitamente mais rápido do que um processo judicial tradicional.
Tabela de custos de cartório: Uma estimativa realista
Para você ter uma ideia de valores, os cartórios trabalham com faixas de preço baseadas no valor dos bens envolvidos.[5] Em 2025, um divórcio sem bens (apenas a dissolução do vínculo) custa em torno de R
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600,00 de taxas de cartório na maioria dos estados. Já se houver um patrimônio de, digamos, R
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2.500,00 e R$ 4.000,00.
Lembre-se que esses valores são tabelados por lei estadual, então não adianta pedir desconto para o tabelião. O que varia é a qualidade do atendimento e a agilidade do cartório.[9] Como advogado, costumo indicar cartórios onde sei que a equipe é proativa e não deixa o processo parado na mesa de alguém. Tempo também é dinheiro, afinal.
Além da escritura de divórcio em si, se houver partilha de imóveis, você terá que levar essa escritura ao Cartório de Registro de Imóveis depois. E lá vem mais uma taxa, calculada novamente sobre o valor do imóvel. Por isso, quando faço o cálculo para o cliente, sempre incluo a “pós-escritura”, que é o registro efetivo da transferência da propriedade. Não adianta ter a escritura na gaveta e o nome do ex-marido ou ex-mulher continuar na matrícula do apartamento.
Divórcio Online: Economizando tempo e deslocamento (e-Notariado)
A tecnologia chegou para ficar no mundo jurídico. Hoje, através da plataforma e-Notariado, podemos fazer o seu divórcio 100% online.[8] Você não precisa nem estar na mesma cidade que o seu ex-cônjuge. Já fiz divórcios onde uma parte estava em São Paulo, a outra em Portugal e eu no meu escritório. Todos assinam digitalmente através de um certificado digital que o próprio cartório emite gratuitamente para o ato.
Isso economiza custos de deslocamento, estacionamento, reconhecimento de firma presencial e, principalmente, evita aquele encontro constrangedor na sala de espera. Para quem quer descrição e praticidade, é a melhor opção. O custo é o mesmo do presencial em termos de taxas de cartório, mas a economia logística e emocional é imensurável.
O procedimento é seguro e tem a mesma validade jurídica de ir lá pessoalmente assinar o livro. Fazemos uma videoconferência com o tabelião para confirmar a identidade e a vontade das partes, e tudo é gravado. É prático, moderno e muito mais humano, pois permite que você feche esse ciclo do conforto da sua casa, ao lado de quem te apoia, e não numa sala fria de repartição pública.
Divórcio Judicial: Quando o litígio encarece a conta[10]
Quando o diálogo acaba e o conflito se instala, infelizmente, o caminho é o Poder Judiciário. Quero ser muito honesto com você: o divórcio litigioso é significativamente mais caro. E não é só porque o advogado cobra mais (o que é justo, dado o trabalho triplicado), mas porque o próprio sistema gera custos adicionais a cada etapa do processo.
Taxa Judiciária: O custo de brigar na justiça
No litígio, quem perde paga a conta. Existe uma figura jurídica chamada “sucumbência”.[3][4][10][11][12] Se a gente entra com uma ação pedindo X e o juiz decide Y, a parte que perdeu pode ser condenada a pagar os honorários do advogado da outra parte, geralmente entre 10% e 20% do valor da causa.[3] Isso cria um risco financeiro alto. Se você briga por um imóvel de 1 milhão sem ter certeza absoluta do seu direito, pode acabar devendo 100 ou 200 mil reais para o advogado do seu ex.
Além disso, as taxas iniciais para entrar com o processo devem ser pagas logo na largada. Se não houver acordo na primeira audiência de conciliação, o processo segue para a fase de instrução (produção de provas), que pode durar anos. Durante todo esse tempo, seu patrimônio pode ficar bloqueado ou se deteriorando, sem que você possa vendê-lo ou alugá-lo facilmente.
A duração do processo e o “custo do tempo”[1][6][7][9][13]
O custo invisível mais cruel do divórcio litigioso é o tempo. Um processo judicial com disputa de bens e guarda pode levar de 2 a 5 anos, ou até mais se houver recursos para Brasília. Durante esse período, você continua pagando condomínio de um imóvel que talvez nem esteja usando, ou deixa de investir sua parte do dinheiro.
Advogados costumam cobrar um valor inicial para entrar com a ação e, muitas vezes, valores adicionais para cada recurso ou audiência extra. Há também os “honorários de manutenção” ou acompanhamento mensal, dependendo do contrato. Por isso, sempre digo: um acordo “mais ou menos” hoje costuma ser financeiramente mais vantajoso do que uma sentença “perfeita” daqui a 5 anos. A inflação e o custo de oportunidade corroem o valor que você acha que está ganhando na briga.[6]
Perícia e avaliadores: Custos extras em partilhas complexas
Se vocês não concordam quanto vale a casa, a empresa ou as obras de arte, o juiz não vai chutar um valor. Ele vai nomear um perito avaliador. E quem paga o perito? Vocês. Uma perícia imobiliária simples pode custar de R
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10.000,00. Se for uma perícia contábil para apurar o valor de uma empresa (valuation), esse valor pode passar de R$ 20.000,00 facilmente.
Esses custos devem ser depositados antecipadamente. Muitas vezes, o valor gasto com peritos para provar que a casa vale 50 mil a mais ou a menos acaba sendo maior do que a própria diferença que se está discutindo. É uma conta que não fecha, movida mais pelo ego e pela mágoa do que pela razão financeira. Meu papel como seu advogado é te alertar quando a briga está custando mais do que o objeto da disputa.
Gratuidade de Justiça e Alternativas Econômicas
Nem todo mundo tem condições de arcar com esses valores, e a lei brasileira garante que o acesso à justiça não pode ser um privilégio de ricos. Se o custo do processo for comprometer o seu sustento ou da sua família, existem caminhos.[13]
Quem tem direito a não pagar nada? (Defensoria e AJG)
Se a sua renda familiar for baixa (os critérios variam, mas geralmente até 3 salários mínimos por família ou conforme a hipossuficiência comprovada), você pode buscar a Defensoria Pública. Nesse caso, você não paga honorários advocatícios e nem taxas judiciais. É um serviço essencial e de muita qualidade, embora, devido à alta demanda, o atendimento possa ser um pouco mais demorado do que na advocacia privada.
Mesmo se você contratar um advogado particular, se provar que naquele momento está sem liquidez (por exemplo, todo o patrimônio está em nome do outro cônjuge e você não tem acesso), podemos pedir a AJG (Assistência Judiciária Gratuita) para isentar as taxas do tribunal. O juiz vai analisar seus extratos e imposto de renda. Se concedido, você economiza aquela taxa de 1% a 1,5% sobre o patrimônio e os honorários de sucumbência caso perca a ação.
Advocacia Pro Bono e Dativa: Como funciona
Em algumas cidades, a OAB organiza convênios com advogados dativos, que atendem quem não pode pagar, sendo remunerados pelo Estado. Existe também a advocacia Pro Bono (para o bem), onde escritórios grandes dedicam horas para atender casos de pessoas vulneráveis gratuitamente. Vale a pena pesquisar na sua região se existem faculdades de Direito com Núcleos de Prática Jurídica, onde estagiários supervisionados por professores mestres e doutores atendem a comunidade de graça.
Acordos parciais: Reduzindo o litígio para baratear o processo
Uma estratégia inteligente para quem não consegue a gratuidade total, mas quer reduzir custos, é o acordo parcial. Talvez vocês briguem pela guarda, mas concordem com a venda da casa. Ótimo! Resolvemos a casa no cartório ou por homologação simples (barato e rápido) e deixamos para o juiz decidir apenas o que realmente é conflituoso. Fatiar o problema ajuda a reduzir a base de cálculo das taxas judiciais e dos honorários sobre o litígio, tornando o processo mais leve para o bolso.[6]
O Planejamento Financeiro Pós-Divórcio
Agora que falamos do custo do processo, precisamos falar do custo da vida pós-processo. O divórcio é um marco que reconfigura toda a sua engenharia financeira. O dinheiro que sustentava uma casa agora precisará sustentar duas.
Pensão alimentícia: Impacto no orçamento de quem paga e quem recebe
A pensão não é um favor, é uma obrigação e um direito. Para quem paga, é uma despesa fixa que entra no orçamento pelos próximos anos e é reajustada anualmente (geralmente pelo salário mínimo ou IGPM). Para quem recebe, é importante saber que a pensão raramente cobre 100% dos custos da criança. A conta deve ser dividida. É vital colocar na ponta do lápis: escola, plano de saúde, natação, transporte. Um valor mal calculado agora vai gerar sufoco ou novas ações judiciais de revisão no futuro (o que significa mais custos com advogados).
A nova realidade de moradia e despesas fixas
Muitos clientes meus se surpreendem com o custo de montar uma nova casa. Caução de aluguel, móveis novos, eletrodomésticos… tudo isso soma. Se você vai sair do imóvel do casal, precisa ter essa reserva de emergência. Se você vai ficar, lembre-se que as contas de luz, água e IPTU virão sozinhas para o seu nome. O padrão de vida costuma cair um pouco logo após o divórcio para ambas as partes. Aceitar e planejar essa redução temporária é o segredo para não se endividar no cartão de crédito tentando manter uma vida que, por enquanto, não cabe no orçamento.
Blindagem patrimonial e regularização de imóveis pós-partilha
Por fim, depois que sai o papel do divórcio, o trabalho não acabou. Você precisa averbar a sentença ou escritura no cartório de registro de imóveis. Muita gente “esquece” essa parte para economizar, mas isso é perigosíssimo. Se o imóvel continuar no nome dos dois, dívidas futuras do seu ex podem recair sobre a sua casa. Regularizar a propriedade é o custo final para garantir que o que é seu, é realmente seu e de mais ninguém.
Comparativo: Qual o melhor caminho para o seu bolso?
Para facilitar sua visualização, preparei um quadro comparativo entre três cenários comuns. Pense neles como “produtos” diferentes que você pode adquirir, dependendo da sua situação.
| Característica | Divórcio Consensual em Cartório | Divórcio Consensual Judicial | Divórcio Litigioso |
| Custo Advocatício | Médio/Baixo. Honorários costumam seguir o piso da tabela OAB.[6][11] | Médio. Um pouco maior que o cartório devido à burocracia do processo. | Alto. Envolve audiências, recursos e maior tempo de dedicação. |
| Custas do Estado | Taxas Fixas. Tabela progressiva do cartório, mas com teto. Mais barato para grandes patrimônios. | Taxa sobre Valor da Causa. Percentual (ex: 1%) sobre todo o patrimônio. Pode ficar caríssimo. | Taxas + Perícias. Além da taxa inicial, há custos com peritos e sucumbência. |
| Tempo de Solução | Muto Rápido. De 1 a 4 semanas (dependendo da documentação). | Médio. De 3 a 12 meses (depende da agilidade do juiz e promotor). | Lento. De 2 a 5 anos ou mais.[4] |
| Desgaste Emocional | Mínimo. Resolvido em ambiente neutro e rápido. | Moderado. Exige prazos e formalidades judiciais. | Máximo. Exposição de conflitos, depoimentos e incerteza. |
Espero que essa conversa tenha clareado as coisas para você. O divórcio tem um custo, sim, mas o custo de permanecer em uma situação infeliz ou de fazer o processo de forma errada pode ser muito maior. Planeje-se, busque um profissional que olhe para o seu caso com humanidade e estratégia, e lembre-se: isso é apenas uma fase de transição para uma nova etapa da sua vida.
Se ficou com alguma dúvida sobre o seu caso específico, vale a pena consultar a tabela da OAB do seu estado ou procurar um especialista para fazer as contas na ponta do lápis. Boa sorte nessa jornada!
